Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

THE DYING ANIMAL / ELEGY

Em 2001, Philip Roth escreveu (mais) um romance à medida das suas obras maiores: "The Dying Animal", ou na tradução portuguesa, "O Animal Moribundo". É um livro fascinante, com uma intensidade surda 'em crescendo',  cujo protagonista é, como de costume, um professor universitário de 'provecta idade' com grande apetite sexual pelas suas alunas. É um normal herói 'rothiano', portanto. A espiral que faz suceder os acontecimentos cada vez mais depressa termina de modo inesperadamente 'violento', odor a morte a contaminar o ar. Estamos perante uma obra que olha para o século com desespero, com ansiedade. Sem amparo.
Não abri este post, no entanto, para fazer um resumo, ou uma crítica, a este livro. Fi-lo para deixar aqui uma passagem que nos interessará a todos:

"(...) porque só quando fodemos é que tudo aquilo de que não gostamos na vida e tudo aquilo que nela nos derrota é puramente, ainda que momentaneamente, vingado. Só então estamos mais limpamente vivos e somos mais limpamente nós mesmos. A corrupção não é o sexo, a corrupção é o resto. O sexo não é apenas fricção e divertimento superficial. O sexo é também vingança contra a morte. Não esqueçam a morte. Não a esqueçam nunca. Sim, o sexo também é limitado no seu poder. Eu sei muito bem a que ponto é limitada. Mas, digam-me, há algum poder maior?"

Por falar em foder, a fotografia acima é da Penélope Cruz num momento de 'Elegy', adaptação do romance de Roth para o grande ecrã realizada pela catalã Isabel Coixet, e protagonizada por Ben Kingsley. Se a adaptação for fiel(e não faço ideia se o é), a bela Penélope interpretará a aluna cubana de Kingsley, sedutora, calorosa, animal sexual.
Juntar os termos 'foder' e 'Penélope Cruz' na mesma frase faz-me querer terminar rapidamente este estúpido post.

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